Arquivo fevereiro, 2008

Coluna nº 219

BICAS CARNAVAL 2008
Muitos “insaciáveis” opinaram que o Carnaval esteve devagar, sem analisar que este ano a folia andou “quase parando” em muita cidade boa de gingado, tipo São João Nepomuceno. A vizinha cresceu tanto no estilo que acabou gangueada.

Bicas, com seu povo amigo e acolhedor, apresentou como sempre um Carnaval de qualidade, maneiro e respirável. Folião que procurou carnalegal o encontrou na Tenda da Folia e na Passarela do Samba, onde sobraram animação com segurança, prudência e limite.

A exceção, infelizmente, foi detectada para os lados dos insuportáveis carros de som. Uma algazarra descomunal sai das bocas dos alto-falantes e aliados. Aliás, ressaltar, que aquilo não é Carnaval. Carnaval, segundo consta da minha parca inteligência, é composto por marcha, samba (suas variantes) e até, vá lá, música da Bahia.

O voltante, Genésio Ferreira, diz com propriedade que achou que já tinha ouvido tudo de ruim em termos de “som”, quando lhe foi apresentado este ano o “creu”.

Além dos heróis (Mocidade das Abelhas, Real Biquense, Unidos do HV e blocos) o que também chamou atenção foram os blocos H2O e BBB. Dizem as línguas que o significado do primeiro é Honório de Oliveira duas vezes; e o do segundo, Bicas, Brasil, Barreto.

O prefeito Honório de Oliveira, sempre com seu estilo simples e orçamentário, fez o possível e conseguiu, mais uma vez, um Carnaval organizado, fraterno e feliz para ambos os lados (apreciadores e brincantes).

MOCIDADE INDEPENDENTE DAS ABELHAS


REAL BIQUENSE





UNIDOS DO HV

CURSINHO
Estão abertas as inscrições para a edição 2008 do Curso Pré-Vestibular Gratuito da Prefeitura de Bicas, com material didático gratuito.

Lembrar que, nos últimos vestibulares, vários alunos oriundos desses estudos conquistaram suas vagas na universidade, principalmente a de Juiz de Fora.

SUCESSÃO 2008
Foi realizada ontem, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), audiência pública sobre a eleição 2008. Na reunião, foram recebidas sugestões de partidos políticos e outros interessados. A data para liberação de propaganda eleitoral, no entanto, já está definida: 6 de julho.

PEQUENO JORNALEIRO
Quando o jornal “A Voz de São João” cinquentenariou, o saudoso diretor-proprietário do jornal “O Municipio”, bacharel José Maria Veiga, recebeu o troféu “Pequeno Jornaleiro”.

Neuza do Carmo Bastos Rocha, atual diretora do papiro vizinho, visitou a rua dona Ana e na sede de O Município, entregou o mesmo prêmio, agora centenário, à matriarca da família, Conceição Machado Veiga.

O lance é uma tradição deles lá.

CASAMENTO
Fernanda (filha de Vera Lúcia do Vale Cremonezi e José Alberto Cremonezi) e Wavell (filho de Lucília Martins Leite e Ueivel Leite Guimarães) casaram-se na Igreja Matriz São José de Bicas.

OSCAR
A jornalista biquense Lúcia Cristina, em que pese a barreira do sotaque, tem feito carreira numa rádio em Portugal e concorre ao “Óscares das Rádios”, uma votação on-line em que os ouvintes, amigos e familiares votam nos seus preferidos.

O trabalho dela é um dos melhores da região e, portanto, favorito a pescar uma estatueta, prova disso é que, mesmo sem pedir apoio, já conta com mais de 1.000 votos. Mas, é preciso muito mais.

Quem se interessar em ajudar a colega de Bicas a ganhar um Oscar, basta clicar em http://www.oscaresdasradios.com/votacao/  e depois ir até a categoria “melhor programa informativo” e votar Atlântico FM – informação com Lúcia Luz.

O votante pode manifestar sua vontade, com calma, uma vez por dia, porque o encerramento da enquete é só no fim do ano.

RÁDIO
A internet com acesso via rádio da vizinha Guarará é um oferecimento da SJNet, de São João Nepomuceno.

FORMATURAS
Thaís Matioli e Silva (filha de Elizabeth A. Matioli e Silva e Benigno Costa Corrêa e Silva) colou grau em Cirurgiã-Dentista, na UFJF, onde cursa pós-graduação lato sensu, especialização em Implantodontia.

Maurício Archanjo Nunes Coelho (filho de Maria Elizabeth Archanjo Coelho e Luiz Carlos Nunes Coelho) colou grau em Ciência da Computação, na UFJF.

Carolina Ferreira Guarnieri Cândido (filha de Vera Ferreira Guarnieri Cândido e Ronald José Guarnieri Cândido) colou grau em Psicologia, na UFJF.

Guilherme Athouguia Pimentel Leite (filho de Maria do Carmo Athouguia Pimentel e Gilson de Souza Leite) colou grau em Direito, no Vianna Júnior.

Uma história que muitos não conhecem
Ao pegar o calendário do novo ano pude lembvrar que o dia 2 de janeiro é o “Dia do Bonde”. Para nós biquenses e guararenses  isto é motivo de muito orgulho, pois no início do século passado nossas cidades eram ligadas por um bonde puxado à cavalo.

A saída em Bicas era junto à linha da Estrada de Ferro Leopoldina, em frente a atual prefeitura e em Guarará, no início da Avenida Sete de Setembro, em uma estação que depois virou posto de gasolina, próximo ao edifício Avelino e Zilda Machado. Guardo com muito carinho uma foto deste veículo de locomoção tão importante. Ela foi doada pelo meu avô que juntamente com seus amigos contavam para nós como era o funcionamento do bonde e de outras coisas importantes que Bicas e Guarará já tiveram.

Quando fui professor na região de Bicas, sempre gostei de manter os meus alunos bem informados sobre o presente e o passado, por isso cultivava essas coisas interessantes.

Já na vizinha cidade de Juiz de Fora conhecemos e usamos o bonde elétrico. Hoje, poucas cidades do Brasil possuem bonde. São elas: São Paulo, Campos do Jordão, Belém, Campinas, Santos e Rio de Janeiro. Eles fazem pequenos trajetos turísticos. A palavra “bonde” em nossa língua é de origem muito discutida. Há quem defenda que vem do nome do cônsul norte-americano, empresário de bondes em Belém-PA, James Bond.

Outros sugerem que é derivado de Eletric Bond Share, nome de uma das empresas que exploravam o serviço no Brasil. Mas a versão mais aceita é que viria dos bilhetes emitidos pela Botamical Garden Railroad no Rio os chamados “bonds” (títulos de dívida, em inglês). Fica aí para nossa juventude e demais moradores de Bicas o porquê da “Rua do Bonde”, apelido da Rua Artur Bernardes (saída para Guarará).

Vale a pena conhecer e registrar fatos e coisas interessantes de nossa cidade.
Prof. Ruimar Bertelli Machado

Conferência aborda situação dos jovens
Juiz de Fora sedia hoje e amanhã a 1ª Conferência Municipal e Regional da Juventude da Zona da Mata. O encontro, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, é voltado à população entre 15 e 29 anos e profissionais que trabalham com jovens. A idéia é discutir e propor soluções para as dificuldades enfrentadas por essa faixa etária, abordando temas como a redução da maioridade penal de 16 para 18 anos, que está sendo discutida no Senado.

Para o presidente do Conselho Municipal da Juventude, Anderson Herédia, a criminalidade juvenil é conseqüência da falta de capacitação profissional. “A questão não é reduzir a maioridade penal, mas oferecer educação e emprego. A melhor forma de combater o crime é dando oportunidade a essa população.”

Herédia espera a participação de grande número de jovens para que seja feita uma avaliação real da necessidade desse público. “Precisamos ouvi-los para saber o que querem e precisam, por isso, a importância de eles participarem.”

Outro assunto a ser abordado é a exclusão social, problema enfrentado pela maior parte da juventude brasileira. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio revelam que 11,7 milhões de jovens vivem em famílias onde a renda mensal é insuficiente para suprir as necessidades básicas, como alimentação e moradia. Outros 4,5 milhões não trabalham nem estudam; 1,3 milhão são analfabetos; e só 3,6% chegam à universidade. Além disso, segundo levantamento realizado em 2007 pelo IBGE, o Brasil tem 50,5 milhões de pessoas com idades entre 15 e 29 anos, e quase metade dos desempregados do país estão nessa faixa etária. Isso ocorre porque o mercado de trabalho não absorve a demanda, seja por falta de vaga ou capacitação profissional.

A partir dessas informações, a educação será o ponto principal da conferência, já que essa seria, na opinião de Herédia, a base para a construção de uma vida melhor. “Eu acho que a maior dificuldade dos jovens é a educação de qualidade. As escolas de ensino médio estão sucateadas, sem qualidade e com péssimas instalações. Isso influencia diretamente na formação profissional do jovem que, por conseqüência, não consegue entrar no mercado de trabalho.” O resultado das discussões do encontro será enviado à Conferência Estadual de Políticas Públicas da Juventude, em março.
Fonte: jornal Tribuna de Minas – 14/01/2008

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