Arquivo julho, 2007

Coluna nº 206

Atualização quinzenal

TROCA-TROCA
A turma da Humanizar (www.humanizareventos.com.br), de Brasília, empresa que terceirizou a 37ª Expo/Bicas, representada por Moacir Garcia Passos Filho (Moacirzinho), mostrou competência ao agir rápido na substituição da Banda Eva por Armandinho e Banda.
Como os dois grupos se equivalem, a galera não saiu prejudicada.

ASSESSORIA ESCLARECE
Na tarde da última terça-feira, dia 24 de julho, morreu o percussionista da Banda Eva, Fabrício Scaldaferry, conhecido como Fafá, de 29 anos.

Ele deu entrada na UTI do Hospital da Bahia com uma infecção intestinal. No dia anterior, o músico comeu ostras na praia de Piatã, o que foi apontado pelos médicos como possível causa do óbito. Ele acabou falecendo duas horas após entrar no hospital, por infecção generalizada. O corpo do músico foi enterrado às 16h de quarta-feira (25), no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

MAIS DETALHES
A assessora de imprensa do grupo, Flávia Uzêda, deu mais detalhes sobre o ocorrido:

“Ele costumava sempre ir para a praia, pois amava comer ostras. Na segunda-feira (23), quando retornava de um show, Fabrício e o músico Alcione Rocha, que toca trompete na banda, resolveram ir para a orla marítima para comer ostras. Lá, eles encontraram um ambulante e compraram a comida. Os dois se alimentaram, mas somente o Fabrício passou mal. Fabrício foi direto para o Hospital da Bahia, na segunda-feira à noite. Mas, nada foi detectado. Ele foi para casa, mas não melhorou. Na manhã de ontem (24), continuava com fortes dores e foi parar numa clínica, que também nada lhe diagnosticou. Insatisfeito, voltou para o Hospital da Bahia, e lá, descobriram a infecção intestinal, que já estava generalizada”, explicou a assessora.

Indignada com o acontecido, Flávia completou: “Não temos notícia sobre o ambulante e estamos muito chateados. A Banda Eva estava em ótima fase. Na última semana gravamos nosso segundo DVD, em São Paulo. Fabrício foi uma grande perda!”.

BIOGRAFIA
Fabrício Scaldaferry, mais conhecido por Fafá, nasceu em Salvador (BA) no dia 23 de agosto de 1977. Entrou para a Banda Eva no primeiro semestre de 2005 para tocar percussão ao lado de Alan Toreba. Nas horas vagas, adorava se reunir com os amigos para bater papo. Fabrício era um músico bastante experiente, tendo tocado com Armandinho, Daniela Mercury, Netinho, Salsalitro, Silvinha Torres e mais alguns artistas. Além de um expressivo talento, o percussionista da Banda Eva era uma pessoa bem simples e extremamente simpática.

COMUNICADO
A assessoria de imprensa do grupo enviou na tarde desta quarta-feira (25) mais um comunicado:

”Os músicos da banda estão muito tristes com a perda do amigo e parceiro de trabalho. Portanto, eles não se encontram em condições emocionais para realizar os shows agendados para o próximo fim de semana, que aconteceriam amanhã, 26/07, em Bicas (MG); sexta, 27/07, em São Luís (MA) e sábado, 28/07, em Fortaleza (CE). Gostaríamos de poder contar com a compreensão de todos!”

PASSEIO ECOLÓGICO
Guiados pelo fazendeiro Marcelo Jardim e pela professora Sabrina, alunos da 6ª série do Colégio São José fizeram um passeio ecológico pela Fazenda Paraíso para saberem mais sobre o guanandi e o eucalipto.

Descobriram que o guanandi é uma madeira de lei que possui muitas curiosidades. Quando plantada, a muda da árvore é atacada por um tipo de formiga, a vermelha-cabeçuda, que tem 2 anos para usufruir de sua folha, porque depois desse tempo o guanandi produz um óleo que impede o ataque da praga.

Em relação ao eucalipto, o guanandi demora muito para crescer. Só aos 18 anos está pronto para o corte e, após esse tempo, seu tronco geralmente vira casco de navio, pois sua madeira não absorve água.

Outra curiosidade é que a árvore absorve muito gás carbônico e solta muito oxigênio; por isso, o Japão está incentivando a plantação do guanandi para compensar sua pequena área para plantio.

O eucalipto demora apenas 5 anos para crescer e é utilizado na construção civil, em galpões, cercas, currais, celulose, lenha e outras finalidades.

OS ROSSIS
Em pleno sábado de exposição, a família Rossi marcou encontro no Pallazzo Di Fiori para dar início ao levantamento da trajetória de seus componentes. Boa festa que terminou tarde da noite.

Até um filme vai ser produzido e o evento deu a bandeirada para que todos saíssem dali à cata de dados, imagens etc. Os membros estão muito motivados e muito a fim de capturar informações.

DADOS HISTÓRICOS
Tudo começou na Itália, começou com sonho, começou com a esperança da lavoura na América.

As famílias Ferri e Rossi deixaram a Itália na última década do século XIX e, como imigrantes, se encontraram no Brasil. O patriarca dos Rossi, Vicente Rossi, e sua esposa, Luiza Drominetta, trouxeram seus 3 filhos, uma menina e dois meninos. O ano era 1893. Primo Rossi tinha 5 anos de idade.

O patriarca dos Ferri, Hilário, e sua esposa, Maria Bianchi, trouxeram suas três filhas: Armínia, Ema e Argia. Antônio nasceu no Brasil.
Primo Rossi e Argia (também chamada Hilária), conhecida como Elvira, constituíram, em 1910, uma família brasileira. Seus filhos Augusto, Antônia Maria, Maria Antônia, Antônio, Vicente, José, Alberto, Primo Rossi filho e Luiz nasceram em Bicas, nas primeiras décadas do século XX.

Vicente Rossi e Luiza Drominetta foram sepultados no Brasil. Os Ferri, Hilário e Maria Bianchi, retornaram para a Itália com dois dos seus filhos, enquanto uma delas, esposa de José Vicini, migrava para a Argentina.

Da descendência direta de Primo e Elvira, eu Vicente Rossi, nascido em 29/05/1918, dou para a posteridade este testemunho, em 28/07/2007.
Vicente Rossi

LEI SECA
A Câmara Municipal de Bicas está de posse de um verdadeiro tratado feito pelo PM Jorge Bianchi Gazolla que, em síntese, diz da necessidade de uma ação imediata para a implantação da lei seca em Bicas, principalmente para conter os índices de criminalidade no município.

A proposta fala que “… Foi assim que países de primeiro mundo, como a Inglaterra, adotaram a lei seca, que não se trata de proibir o consumo de álcool, mas sim discipliná-lo. Espelhando-se nesse exemplo, inúmeras cidades brasileiras adotaram semelhante medida com resultados surpreendentes na manutenção da ordem pública e redução média de 70% nos níveis de violência e acidentes. No exercício diário de minha profissão em hospital, sou testemunha do índice crescente de ocorrências resultantes do uso abusivo do álcool. Preocupado com esse fato, preparei este trabalho, fundamentado em análise de Internet, e principalmente dados reais de nosso município, que mesmo sendo pequeno, apresenta números significativos de violência quando, no período noturno, aumenta o consumo de bebida alcoólica…”.

Em oposição ao querer do PM Gazolla está o jornalista e radialista Deusdet Rodrigues. Diz ele: “No caso de Bicas, o número de ocorrências é tão pequeno que não chega mesmo a constar de dados estatísticos, não se justificando o fechamento de bares e botequins, das 23h às 06h. Em meu programa de notícias na rádio constato que são raras as ocorrências em bares e botequins. Assim sendo, considerando a medida drástica demais para a nossa cidade, admito que alguma coisa tem de ser feita. Isso é incontestável. Agora, daí a radicalizar com lei seca, é inconcebível.”

FEIRA CULTURAL
Com o patrocínio da Prefeitura de Bicas e da Minasgás, mais uma vez, eivada de conteúdo e organização, aconteceu a VI Feira Cultural da Escola Estadual Deputado Oliveira Souza, com o tema: “Preservar para bem viver”.

Todos os dias, entre 18h e 20h30, houve visitação aos trabalhos. Dia 12 de julho, quinta-feira, aconteceu a Abertura Oficial, onde foram vistas obras sobre o “Meio Ambiente”, “Memória e Patrimônio”. A seguir, espetáculo com o Grupo Grazy Dance (do Estadual), Casamento Coletivo (da Escola Amarelinha), Desfile de Roupas Recicladas (de Mar de Espanha) e Grupo Evolução (do Estadual).

Dia 13 de julho, sexta-feira, foram expostos trabalhos atinentes à “Família”, “Amizade” e “Saúde”. Na seqüência, apresentaram-se o Grupo Corpo e Movimento (de Mar de Espanha), o Grupo High Voltage (do Estadual) e o cantor Reginaldo Jorge (de Bicas).

Dia 14 de julho, sábado, após o encerramento, às 20h30, a apreciação ficou por conta de ações envolvendo “Ciência e Tecnologia” e “Solidariedade”. No embalo, shows com o Grupo Quilombo dos Palmares (de Mar de Espanha), Grupo Grazey Dance (do Estadual) e Monólogo do Cupido, com Giorgi Rossi (de Bicas).

ACADEMIA
O prefeito Honório de Oliveira foi categórico com o colunista. Quer ver instalada no seu mandato a Academia Biquense de Letras. Além das faculdades e instituições de ensino implantadas na cidade, afirma que o ponto máximo da cultura será a Academia e não abre mão. Concordei e vou colaborar. Aguardem.
Fonte: jornal O Município – Júlio C. Vanni

PLACAS
Em Juiz de Fora, as placas que apresentam os nomes de logradouros públicos, como ruas e praças, ganharam uma inovação que deve ser incorporada por outras localidades.

Agora, tais placas trazem uma rápida explicação sobre o nome da pessoa homenageada. Exemplos: A placa da avenida Getulio Vargas traz em letras menores abaixo do nome a seguinte indicação: Presidente do Brasil.

Na placa da ponte Nelson Silva está escrito: músico e compositor. Com isso, os cidadãos podem ter uma idéia do motivo da homenagem.
Fonte: jornal A Região – Coluna Escritos – Raul Salles e Herica Salles

Projeto investe na produção de eucalipto
Mais de R$ 200 mil serão investidos no estímulo à produção de eucalipto na Zona da Mata, com o objetivo de abastecer de matéria-prima o pólo moveleiro de Ubá. A meta é, a princípio, beneficiar 300 pequenos e médios produtores rurais, que serão estimulados a destinar parte de suas áreas ao plantio de eucalipto. A meta é atingir 10 mil hectares de florestas plantadas na região até 2011.

O convênio para a concretização do projeto “Plantio e Manejo de floresta para o Setor Moveleiro” foi firmado ontem, em Belo Horizonte, reunindo representantes do Governo do estado e entidades parceiras. A intenção é sensibilizar, por meio de palestras, os produtores da região. Os interessados serão cadastrados pela Emater e receberão mudas do Instituto Estadual de Florestas (IEF), além de orientação de técnicos da Emater e de estudantes de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Demanda
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Alberto Portugal, o projeto reflete uma demanda existente no setor produtivo de móveis da região, que carece de matéria-prima para produção. Segundo ele, o programa visa a estimular e apoiar os produtores a fazerem reflorestamento em pequenas áreas e manejo adequado, para que produzam madeira para móveis. A estimativa é de que, seis anos após o plantio, os produtores possam cortar 50% da árvore plantada. Os 50% restantes estarão prontos, em 15 anos, para uso nobre, como a fabricação de móveis.
Fonte: jornal Tribuna de Minas

Coluna nº 205

Atualização quinzenal

FEIRINHA
A prefeitura reformou os balcões de ferro e trocou os toldos de todas as barracas. A oposição diz que não precisava tanto foguete.

A situação digita no teclado que a Feirinha (da rua dos Operários que acontece todo sábado pela manhã) existe há 12 anos e só agora recebeu atenção especial.

CORONEL
Com extensa programação, a EM Coronel Joaquim José de Souza festejou 97 anos, dia 29 de maio. O destaque das comemorações foi o neto do Coronel, Milton Fernando Gomes de Souza.

CASAMENTO
Tathiana Machado Araújo Haddad (filha de Amarílis Machado Araújo e Sydney Jorge Haddad) e Fabrício Oliveira Guarnieri (filho de Marília Bretas de Oliveira Guarnieri e Antônio de Pádua Guarnieri) casaram-se na Igreja do Rosário, em Juiz de Fora.

HISTÓRICO & CAMPAL
O professor de história e geografia, Alex Mendes, levou a garotada da 5ª série do Colégio São José para visitar o Instituto Histórico José Maria Veiga.

Os alunos, entre outras paradas, conheceram a primeira máquina do cinema de Bicas, folhearam o jornal “O Município” e apreciaram uma mostra de artes.

Como o Alex não pára, pra completar, pegou a meninada da 8ª série e se dirigiu à bonita e produtiva Fazenda Engenho da Rainha, onde todos conheceram um pouco da modernização da agricultura na região.

A aula campal foi facilitada pelo administrador Giovane Corrêa Rabelo, que ministrou palestra sobre as intensas atividades da propriedade. De posse dos conhecimentos adquiridos, os estudantes se deleitaram com a beleza do lugar.

CONVITE
Digitalmente, chegou convite de formatura do Curso Normal do Instituto Superior de Educação de Bicas. A colação de grau e o baile, realizados no Esporte Clube Biquense, aconteceram nos dias 13 e 14 de julho.

JÁ?
Rosana Amaral e Francisco Carlos Arruda Abrantes, o Nem, festejaram Bodas de Prata – só com os íntimos – dia 07 de julho, no salão de festas do Condomínio Rezato Fashion, em JF.

Outro dia mesmo, há 25 anos, estávamos no Ritz Hotel, também, em JF, testemunhando a união do casal. Mas, isso aí já é com o Senhor Tempo que, com sua implacabilidade, tudo leva.

Na tela, um bem editado clipe com amigos e familiares mostrou a trajetória de vida do casal.

OS SHOWS DA EXPÔ
Nas linhas abaixo, vai rolar um pouco do que o leitor apreciará na Expo/Bicas/2007, quanto aos principais shows. Textos meio aleatórios, pinçados da internet, sem a preocupação do tipo “falou isso de um, devia ter falado também do outro”.

Assim, quem comparecer aos espetáculos vai estar inteiradão e pode até tirar uma chinfra, dizendo que sabe algo das atrações que vão rolar.

A uns me reporto mais do que a outros, e assim vai… Presta atenção, motivo pelo qual o show vai começar.

FALAMANSA
O Falamansa mostra para todo o Brasil que o forró pé-de-serra veio para ficar. Tato (Ricardo Cruz), Douglas Capaldo (Alemão), André Canônico (Dezinho) e Josivaldo Silva (Valdir) formam uma das bandas de forró mais famosas do Brasil e que se transformou no novo fenômeno da indústria fonográfica nacional.

Só pra se ter uma idéia, antes mesmo do grupo ter gravado o primeiro disco, já existia um CD pirata com o trabalho deles, baseado num show ao vivo. O Falamansa já vendeu 2 milhões de CDs, resultado invejável em qualquer país. Somados aos cds piratas, seriam seis milhões, resultado só atingido pelos grandes astros do pop internacional.

O sucesso veio depois de um encontro com a gravadora Abril Music, em 2000, que resultou no primeiro CD. Mas a história não começou dessa forma, e sim por um acaso. Em 1996 Ricardo Cruz (Tato) saiu de Piracicaba para cursar publicidade em São Paulo. Durante suas viagens a Itaúna, no Espírito Santo, acabou se apaixonando pelo forró. Um dia Tato decidiu inscrever uma composição no Festival de Música da Universidade Mackenzie.

No dia da inscrição entrou numa sala onde todos falavam alto. Calmamente deixou uma fita cassete com a ficha preenchida. Já estava indo embora quando o responsável pela inscrição o chamou perguntando o nome da banda. Falando baixinho disse: Falamansa.

O problema era que o Falamansa ainda não existia. Tato lembrou-se de Alemão que já era amigo dele. Os dois trabalhavam como DJs na casa noturna KVA. Alemão chamou o amigo André Canonico (Dezinho), que tocava triângulo. Um flautista e um baixista juntaram-se a eles e, com apenas dois ensaios, a banda conseguiu o segundo lugar no concurso.

Tato, Alemão e Dezinho foram atrás de um sanfoneiro, e conheceram um dos melhores do país. Tratava-se de Josivaldo Leite (Valdir do Acordeom) que deu a pitada nordestina que faltava. Hoje, o Falamansa é sucesso de público por onde passa e consegue, com êxito, resgatar e quebrar preconceitos em relação a um ritmo típico nordestino, o forró.

BRUNO & MARRONE
Bruno & Marrone comemoram a conquista do Prêmio Tim de Música, categoria truetones, tendo a dupla concorrido com Jota Quest e Vanessa da Mata. As canções que levaram Bruno & Marrone à vitória foram “Choram as rosas”, “Vai dar namoro” e “Te amar foi ilusão”.

Esse prêmio é por causa de a dupla ser a campeã de vendas no mercado fonográfico, não só nos tradicionais CD/DVD, mas, também, em novos caminhos de comércio de músicas em formato digital.

O ECAD divulgou a lista das músicas mais tocadass nas rádios em 2006, e a dupla está nas primeiras posições. Desde 2005, o Conselho Nacional de Combate a Pirataria identificou Bruno & Marrone como líderes de venda de CD/DVD piratas no Brasil.

Há mais de seis anos consecutivos, a dupla aparece entre os cinco maiores vendedores de disco do país, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos.

Quando o assunto é venda de CD/DVDs e músicas em formato digital e, até mesmo pirataria, Bruno & Marrone são imbatíveis.

BANDA EVA
Um dos grupos mais famosos de axé music, a Banda Eva (cujo nome vem da estrada onde o trio elétrico da banda passava: Estrada Velha do Aeroporto) foi criada no início dos anos 90 na Bahia.

Com forte conotação dançante, as músicas do grupo foram incrementadas por coreografias, backing vocals e elementos de cenografia que transformam os shows em espetáculos de pirotecnia.

A fama da Banda Eva foi conquistada com a vocalista Ivete Sangalo, que emplacou sucessos como “Vem, Meu Amor”, “Beleza Rara”, “Arerê”, “Eva” e “Carro Velho”.

Em 1999, Ivete partiu para carreira solo, deixando em seu lugar a cantora Emanuelle Araújo, que, também, já deixou o posto. O atual vocalista da banda é Saulo Fernandes.

PARALAMAS DO SUCESSO
Três rapazes de classe média que tinham em comum o amor pelo rock e pelo reggae/ska – Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone – formaram Os Paralamas do Sucesso no início dos anos 80, inspirados pela sonoridade de grupos como The Police, The Beat e The Specials, que reciclavam os ritmos criados na Jamaica.

Impulsionados pelo talento e pelo interesse no nascente fenômeno do Rock Brasil, logo gravaram o primeiro LP “Cinema Mudo” (83) e estouraram com músicas como “Vital e Sua Moto” e “Patrulha Noturna”.

As incursões pela América Latina, levou o grupo a ser o nome mais reconhecido da música brasileira na década de 90, em países como Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela. O sucesso de “Selvagem?” também o credenciou a ser o primeiro de sua geração a participar do festival de Montreux, em 1987, quando aproveitou para fazer uma apresentação no Olympia, de Paris.

A ótima temporada de “Severino” no Brasil confirmou que os Paralamas não precisam de disco nas paradas para atrair público e resolveram lançar “Vamo Batê Lata, Paralamas Ao Vivo”. Acoplado veio um CD bônus com quatro músicas. A explosão de uma delas, “Uma Brasileira”, parceria de Herbert e Carlinhos Brown, com participação de Djavan, levou o trio a fazer muito sucesso.

Uma segunda, “Luiz Inácio (300 picaretas)”, os levaria ao noticiário político depois de serem proibidos de tocá-la num show em Brasília, sob alegação de que feria a honra dos nobres deputados da Câmara. A canção se referia a uma declaração do atual presidente brasileiro, na época deputado federal, de que no Congresso Nacional havia alguns homens honrados e 300 picaretas. Herbert pegou o mote e detonou a classe política da época. Canção por sinal atualíssima.

QUI EST MARIA ISABEL?
Filha de Luiz Abílio Pimenta Alves, ex-prefeito de Pequeri, Maria Isabel é uma bonita e talentosa moça nascida nessa cidade onde estudou o primário e o curso ginasial. Depois, no Rio de Janeiro, trabalhou no Banco Nacional, concluiu o segundo grau, estudou ciências contábeis, marketing e desenho de arquitetura. Eclética, versátil e determinada, ela foi pra Brasília, chegando a ser assistente parlamentar na Câmara dos Deputados.

Em 1991, residindo em Roma, estudou direito e economia na Universidade La Sapienza. Após defender tese sobre a cooperação política entre a América Latina e a Comunidade Européia, ingressou por concurso na organização da comunidade do velho continente, sendo destacada para trabalhar na Bélgica. Em Bruxelas, Maria Isabel Pimenta estudou Ciências Políticas e obteve o título de doutorado, passando a exercer atividades junto ao Parlamento Europeu.

Com tantos títulos e sendo muito querida da população da cidade de Etterbeek, próxima da capital belga, onde reside, candidatou-se ao cargo de vereadora, sendo eleita para a Câmara Municipal, como uma das mais votadas. É preciso dizer mais?

Em julho ela virá ao Brasil, quer rever a família e matar saudades da comunidade onde nasceu. Eis aí uma boa oportunidade para a Câmara Municipal de Pequeri render justa homenagem a tão nobre e espetacular filha da terra que, sozinha, soube vencer com galhardia as vicissitudes da vida.
Fonte: jornal O Município

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