Colação de grau

Ana Cristina, filha de Neuzete Maria de Sousa Ramos Barros e Luiz Alberto Barros Pinto, formou-se em direito pela PUC Minas. A solenidade aconteceu no Teatro João Paulo II, em BH.

Ana Cristina Sousa Ramos Barros

Formatura

Eveline, filha de Márcia Gonçalves da Silva Cunha e Eldamir Geraldo da Cunha, colou grau em fisioterapia pela Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO/JF.

Ela é neta de Adalgisa Crecembeni da Cunha e de Maria José Gonçalves da Silva.

Eveline da Silva Cunha

Dicas pro concurso

Moção

A Câmara Municipal de Bicas concedeu “Moção de Aplausos” pelos 100 anos de existência do jornal O Município.

A honraria foi proposta pelo vereador Rafael Cândido Aquino e concedida pela Mesa Diretora e demais vereadores, em reconhecimento ao brilhante trabalho desenvolvido nesses 100 anos do jornal, que noticiou momentos históricos de Bicas e região.

Sucesso na liquidação

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura e a ACE (Associação Comercial e Empresarial de Bicas) vibraram com mais um êxito do Bicas Liquida, quarta edição, no Parque dos Ferroviários.

Vinte e oito expositores da cidade: roupas, calçados, acessórios, lingerie, clínica médica e curso de inglês… Praça de alimentação: salgados, sanduíches, porções, pizza, comida japonesa, churros, pipoca, cocada e tal… Programação: Corporação Musical São José de Bicas, apresentação de músicos locais, desfile de modas, show de comédia stand up,  campeonato de skate, encontro de fuscas e parque infantil.

Inaugurando o evento, Fernanda Silva (secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo), Antônio Augusto Pinho (Casa Petite), Léa Castro (vice-prefeita), Magela Longo (prefeito), Paulo César de Jorge (diretor de Desenvolvimento), Vânia Longo (primeira-dama), Carlos Estevão (presidente da ACE) - Foto: Marcelo Bertolin

Posse na Bahia

O biquense Moisés Guarnieri dos Santos tomou posse no cargo de promotor de justiça do Estado da Bahia. Ele é filho de Oswaldo Ferreira dos Santos e Maria Tereza Guarnieri Santos

Curso de Modelo

Concurso da PMB

Excluviso

A CZA vai aplicar na tela, agora, o artigo que o renomado jornalista esportivo Marcelo Barreto escreveu exclusivamente para o jornal O Município, n. 2.590, edição de março de 2016.

A volta ao mundo em 250 metros

Na infância sem tablet, wifi e Facebook que passei na Avenida Brasília, o Almanaque dos Esportes 1975 era uma de minhas grandes fontes de diversão.

Dividia espaço com a girafa de borracha e o avião grande de plástico que soltava a asa (brinquedos que me fizeram levar um belo tombo, quando tive a brilhante ideia de equilibrar um banquinho sobre uma cadeira para alcançá-los no alto do guarda-roupa de duas portas do meu quarto). Era o livro mais grosso que eu já tinha visto, e resistiu bravamente às milhares de folheadas em busca de detalhes sobre regras e resultados de esportes que eu já conhecia da TV ou descobri ali – distribuídos em ordem alfabética, com o andebol, ainda sem o h que se usa hoje, no primeiro capítulo. Com a Enciclopédia do Estudante da estante da sala, ele formava o meu Google biquense. Um ano depois, quando já o tinha praticamente decorado, os Jogos Olímpicos foram transmitidos ao vivo para o Brasil pela primeira vez.

Naquela época, eu não sonhava carregar a tocha olímpica. Sonhava ser jogador de futebol, nos treinos do Seu Zé Vieira no Esporte, chutando a bola dente de leite sobre os paralelepípedos da rua até que a Sede abrisse ou esperando uniformizado que o jogo transmitido pela TV acabasse para que pudesse entrar no gramado do Maracanã (não consigo me lembrar de como essa espera terminava; se havia alguma frustração, a fantasia não deixou espaço para ela na minha memória). Depois, sonhava ser escritor, redigindo o jornalzinho mimeografado da minha sala no Grupo. E só sonhava, sem imaginar que um dia essas duas paixões se uniriam na profissão que abraçaria, a de jornalista esportivo. Muito menos que os nomes que lia no expediente do Almanaque eram os de futuros colegas: Antonio Maria Filho, em O Globo; Sergio Noronha, na TV Globo e no SporTV.

Antes mundo era pequeno porque terra era grande, como já dizia o poeta Gil.

No meu mundinho de criança, carregar a tocha olímpica não era sequer algo com que se pudesse sonhar. Os Jogos eram sempre muito longe: Montreal, quando eu ainda morava em Bicas; Moscou, quando já tinha me mudado para Juiz de Fora. Imaginar que a maior competição esportiva do planeta chegaria ao Brasil era como acreditar que se pode entrar no gramado do Maracanã pela tela da TV.

Hoje mundo é muito grande porque terra é pequena. Em 1996, cobri os Jogos pela primeira vez, como repórter de O Globo. Estava no estádio em Atlanta quando Muhammad Ali, o Cassius Clay da foto em preto e branco no capítulo de boxe do Almanaque, apareceu para acender a pira. Uma memória olímpica só superada em Copenhague, no dia 2 de outubro de 2009: ao vivo pelo SporTV, vi o presidente do COI tirar de um envelope um cartão com o nome do Rio de Janeiro, cidade-sede de 2016. Ali, o que antes nem sonho era virou projeto.

Eu tinha de carregar a tocha olímpica.

O pessoal da Prefeitura de Bicas não conhecia essa história toda quando me convidou para fazer esses mundos se encontrarem, no dia 16 de maio. E mesmo se conhecesse, não poderia mudar o trajeto definido pelo comitê organizador para que eu pudesse passar bem debaixo da janela do meu quarto de 1975, que ainda se abre para a Avenida Retto Júnior, com o meu sonho olímpico nas mãos. Não precisa. Durante os 250 metros mais simbólicos da minha carreira, vou estar de alguma maneira olhando por ela, vendo lá dentro o menino que folheia o Almanaque dos Esportes.

Marcelo Barreto é jornalista, apresentador dos programas Seleção SporTV e Troca de Passes. Cobriu três edições dos Jogos Olímpicos, uma dos Jogos Paralímpicos e outros eventos. Escreveu o Almanaque Olímpico SporTV, com Armando Freitas e Alexandre Massi. E ainda tem o Almanaque dos Esportes 1975, quase inteiro (com uns rabiscos, páginas amareladas e capa dura, porque a original não resistiu a tantas folheadas).

Bicas Liquida 2016

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